Só hoje foi possível encontrar tempo para uma atualização deste blog.
Isto não está fácil! Num dia disparam stops em posições longas, noutro em posições curtas. Está difícil apanhar alguma tendência. Na quarta foram fechadas as posições longas na Sonae SGPS e no BES, com perdas importantes. Hoje, as posições curtas no DAX e no NASDAQ (via ETF’s) também se fecharam – aqui sem perdas significativas. Não havendo tempo para explicar em detalhe o que se passou (os stops foram sendo ajustados como habitualmente), tudo se resume a uma palavra: “lateralização”. É o que se tem verificado nos mercados bolsistas; o pior inimigo dos trend followers.
Mas prossigamos.
Decidimos fazer um ajuste à estratégia que tem sido seguida, nomeadamente na definição da tendência principal. Até agora, sempre que um título negociasse em mínimos e máximos de 3 velas do gráfico de longo prazo (3 meses no caso de mercados de acções) seria dado o início à inversão da tendência – por exemplo, se a tendência actual de uma acção fosse de subida e num dado momento negociasse em mínimos de 3 meses, passaríamos a considerar que a tendência passava a de descida.
Tomemos o caso do ETF sobre o NASDAQ (Lyxor ETF NASDAQ 100). Pode-se observar que neste mês chegou a negociar abaixo dos 3 meses anteriores (linha azul).

No entanto, rapidamente reagiu e provavelmente vai fechar o mês bem acima dessa linha (curioso como reagiu sobre a linha cinzenta – que já lá estava; nem lhe tocamos). Não nos parece, por isso, evidente que a tendência tenha sido quebrada. Será de repensar esta regra! Será talvez mais sensato apenas assumir a inversão caso se mantenha consistentemente abaixo dos mínimos atingidos – por exemplo, fechando o mês abaixo da linha azul (coisa que, para já, não parece que vá acontecer).
Aplicando então ao trade que foi fechado: quando o preço passa abaixo dos mínimos de 3 meses, não está mal visto abrir uma posição curta; nunca sabemos se a quebra será para valer ou não. (Aliás, aqui até houve um critério de antecipação da quebra, tendo-se atendido ao duplo topo.)

Só que neste cenário, e ao haver uma reação tão forte que anula o sinal de inversão da tendência, optamos por alterar o stop simples, para um “stop & reverse”. Ou seja, não só fechamos a posição curta como passamos a abrir de imediato uma longa (compramos o dobro das unidades que tínhamos “shortado”). Continuamos para já a saumir a tendência como de subida. Veremos como resulta.
A mesma estratégia está também a ser aplicada ao caso da TomTom ou Infineon (posições curtas abertas neste momento). Para ilustrar, aqui fica o gráfico da TomTom: O forte martelo semanal poderia-nos ter logo despertado para a necessidade de fechar a posição. Não o fizemos, e decidimos manter-la colocando o stop by the book, no cimo da ultima vela negra. Se entretanto for activado, passaremos a estar “longos” na TomTom.

Bons negócios!