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Archive for the ‘Sistemas de “Trading”’ Category

S&P500 – Nova abordagem

15 Abril 2011 1 comentário

Depois do recente descalabro, optei por alterar o time frame para o trading no S&P500. Passei a usar gráfico diário para tomar posições, passando o gráfico semanal a definir a tendência.

Assim, ontem abri uma posição curta logo abaixo dos mínimos de 3 semanas. Para passar a assumir uma tendência de queda seria necessário que se mantivesse abaixo dessa linha nos dias seguintes. Neste caso, devo dizer que não estava muito confiante – estava mesmo a ver que ia reagir ao suporte como o fez – mas mantive o plano definido deixando o stop nos máximos de 3 dias (linha azul fina).

Acabou por fazer ontem uma espécie de martelo, e hoje veio activar o stop. Uma vez que não se confirmou a tendência de queda, fica em aberto a possibilidade de se poderem abrir posições longas. Desta forma, o stop passou a inverter a posição, tendo agora aberta uma posição longa. A zona de indefinição é aquela ente as duas linhas grossas azuis – os tais máximos e mínimos de 3 semanas; acima a tendencia será claramente para posições longas, e o contrário abaixo.

Para já vamos ver como se comporta esta posição longa. O ideal seria que pelo menos tentasse atacar a linha azul superior. Veremos!

E a Prata não para!

15 Abril 2011 1 comentário

Desde que fechei o último trade na prata, ela “decidiu” trocar-me as voltas.

Se me tivesse cingido à técnica das 3 velas, pura e simples, o último trade ainda não estaria fechado (a última vela preta não chegou a ir abaixo – por um ou 2 ticks – das 3 velas anteriores) e a valorização teria sido espectacular. Dá que pensar.

Anyway… Abri nova posição ao quebrar novamente máximos de 3 velas diárias, um pouco contrariado. Pensava eu que tendo esticado tanto ontem, ainda retraia e, pior, criaria um duplo topo. Felizmente não aconteceu.

Pequena análise à posteriori: teria dado para aproveitar melhor esta nova subida? Sim… o toque na linha de tendência e o engulfing bullish gerado após a última vela preta davam um sinal bastante seguro para entrar longo. Mas, como disse atrás, no lugar destas observações subjectivas, teria valido mais ter mantido a anterior estratégia simple and stupid e ter simplesmente ajustado o stop no mínimo das anteriores 3 velas.

Ponto de Situação após Ausência

Só hoje foi possível encontrar tempo para uma atualização deste blog.

Isto não está fácil! Num dia disparam stops em posições longas, noutro em posições curtas. Está difícil apanhar alguma tendência. Na quarta foram fechadas as posições longas na Sonae SGPS e no BES, com perdas importantes. Hoje, as posições curtas no DAX e no NASDAQ (via ETF’s) também se fecharam – aqui sem perdas significativas. Não havendo tempo para explicar em detalhe o que se passou (os stops foram sendo ajustados como habitualmente), tudo se resume a uma palavra: “lateralização”. É o que se tem verificado nos mercados bolsistas; o pior inimigo dos trend followers.

Mas prossigamos.

Decidimos fazer um ajuste à estratégia que tem sido seguida, nomeadamente na definição da tendência principal. Até agora, sempre que um título negociasse em mínimos e máximos de 3 velas do gráfico de longo prazo (3 meses no caso de mercados de acções) seria dado o início à inversão da tendência – por exemplo, se a tendência actual de uma acção fosse de subida e num dado momento negociasse em mínimos de 3 meses, passaríamos a considerar que a tendência passava a de descida.

Tomemos o caso do ETF sobre o NASDAQ (Lyxor ETF NASDAQ 100). Pode-se observar que neste mês chegou a negociar abaixo dos 3 meses anteriores (linha azul).

No entanto, rapidamente reagiu e provavelmente vai fechar o mês bem acima dessa linha (curioso como reagiu sobre a linha cinzenta – que já lá estava; nem lhe tocamos).  Não nos parece, por isso, evidente que a tendência tenha sido quebrada. Será de repensar esta regra! Será talvez mais sensato apenas assumir a inversão caso se mantenha consistentemente abaixo dos mínimos atingidos – por exemplo, fechando o mês abaixo da linha azul (coisa que, para já, não parece que vá acontecer).

Aplicando então ao trade que foi fechado: quando o preço passa abaixo dos mínimos de 3 meses, não está mal visto abrir uma posição curta; nunca sabemos se a quebra será para valer ou não. (Aliás, aqui até houve um critério de antecipação da quebra, tendo-se atendido ao duplo topo.)

Só que neste cenário, e ao haver uma reação tão forte que anula o sinal de inversão da tendência, optamos por alterar o stop simples, para um “stop & reverse”. Ou seja, não só fechamos a posição curta como passamos a abrir de imediato uma longa (compramos o dobro das unidades que tínhamos “shortado”). Continuamos para já a saumir a tendência como de subida. Veremos como resulta.

A mesma estratégia está também a ser aplicada ao caso da TomTom ou Infineon (posições curtas abertas neste momento). Para ilustrar, aqui fica o gráfico da TomTom: O forte martelo semanal poderia-nos ter logo despertado para a necessidade de fechar a posição. Não o fizemos, e decidimos manter-la colocando o stop by the book, no cimo da ultima vela negra. Se entretanto for activado, passaremos a estar “longos” na TomTom.

Bons negócios!

A vantagem do método e disciplina

22 Fevereiro 2011 Deixe o seu comentário

Quando na semana passada se fechou a posição da TomTom pelo simples facto de ter quebrado mínimos da semana anterior (em que tinha feito uma vela branca bastante “jeitosa”), os mais confiantes poderiam ter criticado, dizendo que afinal estava em cima de um anterior suporte e que era precipitado fechar logo nesse sítio. Entretanto, o “afundanço” que se seguiu fala por si.

Sei como é fácil falar depois de as coisas sucederem. Mas reparem: o critério que nos leva a colocar um stop logo abaixo de uma vela branca semanal significativa* prende-se com a suspeição que um movimento que traga o preço tão cá para baixo não pode ser bom sinal; e o mais provável será terminarmos a semana com um padrão bearish no grafico semanal. Por isso, o que se seguiu não foi assim tão surpreendente.

(Neste momento, na TomTom, estamos até com um stop de venda - short selling – preparado para abrir uma pequena posição curta, caso venha abaixo de mínimos de 3 meses – ver gráfico.)

Outra situção: a Alcatel-Lucent. Fechamos logo a seguir ao primeiro sinal de hesitação. Desde aí ainda foi um bom pedaço acima, mas agora quebra novamente.

Teria valido a pena ter esperado por melhor momento para vender? Agora vemos que sim. Mas como adivinhar o momento? Podemos fazer algumas conjecturas (passar para o gráfico diário os critérios que usamos nos semanais, p. ex.), mas seria sensato mantermos-nos a bordo de um título que nitidamente estava em modo um tanto ao quanto irracional, e que podia descambar a todo o momento para um modo “montanha russa”? Haverá quem aprecie, mas não é o nosso estilo. ;)

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* - “Corpo” da vela de bom tamanho quando comparado com outras do mesmo gráfico e fecho bem acima do fecho da semana anterior.

Algumas notas sobre a Prata

4 Fevereiro 2011 7 comentários

A estratégia que temos seguido tem sido procurar posições “longas” ou “curtas” seguindo a tendência; esta é definida em função da quebra de máximos de 3 semanas (para “longas”) ou mínimos de 3 semanas (para “curtas”); alternativamente, essa quebra poderia se basear apenas numa só semana caso a última vela tivesse uma amplitude significativa. Foi o caso da penúltima semana: tendo havido um “afundanço” importante no dia 20 de Janeiro, o máximo dessa semana passou a ser a referência para invertermos para posições “longas”. Até lá só abrimos posições “curtas”.

Desde que fechamos a último short, ficamos a aguardar nova oportunidade para reabrir uma posição “curta”. A recente consolidação de 3 velas diárias levou-nos a posicionar um stop de entrada logo abaixo.

No entanto, a recente puxada para cima na Prata levou-nos a observar com mais atenção esse movimento. Abrir uma posição longa na rotura da consolidação para cima violava a estratégia pré-definida, mas parecia ter sido interessante. Seria possível ajustar a estratégia de forma a termos podido apanhar esse movimento? Observando o gráfico semanal, pensamos que sim.

O “martelo” feito na semana passada, tendo sido detectado, poderia-nos ter posto mais flexíveis para a possibilidade de abrir uma posição longa. Sobretudo, atendendo à consolidação que depois se verificou no gráfico diário.

Será de tomar nota de mais esta condição de inversão do sentido da tendência, para futuros trades. Passamos a ter 3 condições (para além das duas já descritas):

  • Quebra de máximos/mínimos de 3 semanas; ou…
  • Quebra de máximos de uma vela preta significativa/mínimos de uma vela branca significativa; ou…
  • Na sequência de um “martelo”/shooting star ponderar inversão da tendência.

Para memória futura.

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